segunda-feira, 21 de novembro de 2016

ENCONTRE ALGUÉM QUE QUEIRA ENCONTRAR VOCÊ.

alguém que te faça sorrir. que te faça querer ser uma pessoa melhor. alguém que faça suas qualidades transbordarem. alguém que segure sua mão quando as coisas não estiverem bem. alguém que seja sincero. que te respeite. que não minta. encontre alguém que erre, mas que saiba pedir desculpa. alguém que tenha os mesmos valores que você. que acredita nas suas decisões. que discorda, mas que consegue achar um meio termo onde os dois se sintam bem. encontre alguém que faça as coisas pra você por simplesmente querer fazer, e não porque se sente obrigado a isso. encontre alguém que te chame de amor, ou que não chame de nada, mas que consiga transmitir isso através do olhar. encontre alguém que te faça se sentir como parte da família, como se você não pertencesse a nenhum outro lugar. alguém que não queira ir embora. que se sinta protegido pela tua companhia. e que ache tua companhia maravilhosa. que não se sinta constrangido quando não houver assunto, quando só houver um silêncio profundo. encontre alguém que talvez te perca pelo meio do caminho, mas que lá na frente consegue te encontrar de novo. às vezes não é quando a gente pensa que é a hora certa, é quando a gente menos espera.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

ELE NÃO ESTÁ TÃO AFIM DE VOCÊ.

é simples, mas a gente complica. a gente complica porque a gente imagina que aconteceram mil coisas e ele não pôde responder a mensagem na hora que recebeu. a gente acredita na desculpa de que ele não tem tempo, de que é muito ocupado, que chegou cansado em casa e não consegue sair pra te ver porque, provavelmente, dormiria no volante. quando ele te encontra, ele diz que não quer te perder, mas passa dias sem fazer uma ligação, um sms que seja. ele acha tempo pra ver mil pessoas, mas você é a que mora mais longe. ele só quer te ver quando vai ao shopping, porque sua casa é praticamente ao lado, e ficaria muito óbvio se ele dissesse que não teria tempo naquele dia. entende? é quando ele quer, nunca quando você precisa. você sabe, lá no fundo, que se ligasse e precisasse de uma emergência, ele provavelmente não estaria lá pra te atender. cairia na caixa postal. celular desligado. mas você gosta dele, e sempre consegue inventar uma história pra explicar o que não precisa ser explicado: ele não está tão afim de você, ponto. cabe a você enxergar isso ou continuar dirigindo em direção a um muro.

sábado, 12 de novembro de 2016

ELE ESTÁ SOLTEIRO DE NOVO.

Foi ontem, às cinco e vinte da tarde, que ele trocou o status do facebook: em um relacionamento sério com Daniela Freitas. Todo mundo apareceu para dar os parabéns e desejar felicidades pro casal. Aparentemente felizes, eles agradeceram todos que comentaram. No dia seguinte, às duas e meia da tarde, ele trocou o status do facebook: solteiro. E ninguém entendeu. Eu acredito que nem ele mesmo entendeu, mas não parecia abalado, virtualmente falando. Parece a coisa mais estranha do mundo, mas hoje em dia é mais comum do que se imagina. Relacionamentos que começam e terminam em um piscar de olhos. Vários eu te amo espalhados em fotos nas redes sociais, jogados na lama em questão de segundos. Fotos apagadas, e vida que segue. Eu sei, já é clichê dizer que banalizaram o amor, há muito tempo isso vem sendo dito em todos os cantos do mundo. Mas isso é certo? Por que continuamos criando e desfazendo laços em milésimos de segundos? Todos esses relacionamentos não deram certo, ou a gente que não se esforçou um pouco? Hoje a moda é ter contatinhos. É conversar com várias pessoas ao mesmo tempo, e sair atirando pra todos os lados, o primeiro que for acertado recebe um convite pra sair. "Ah, mas a gente não combina, ele bebe e eu não suporto bebida." Quantos casais não conheço que são diferentes e mesmo assim conseguem superar as diferenças e serem felizes. É que a gente pegou mania por conseguir tudo fácil. É que a gente viu filme demais. Sonha demais com a pessoa perfeita. Aquela que gosta das mesmas coisas que a gente. Que pesa exatos setenta e cinco kilos. Que tem o corpo maravilhoso (o cérebro nem tanto), que busca a gente em casa, divide a conta (ok, nisso eu concordo), alguém que aparentemente não possui defeito algum. Parece um relacionamento que vai durar, mas é um dos que acabam mais rápido. Não há sentimento ali, não há como sustentar um prédio em terreno impróprio. É perda de tempo. Mas mesmo assim as pessoas tentam, e exibem isso nas redes sociais, só pra depois ter o trabalho de editar o status de relacionamento de novo. Ele está solteiro de novo, e se continuar esperando a pessoa perfeita, ele vai continuar assim pra sempre.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

eu não sou seu amor à primeira vista.

sabe aquela pessoa que você viu na rua e ficou encantada já de cara? não sou eu. sabe aquele primeiro encontro maravilhoso, de risadas escandalosas e química incrível? não foi comigo. desculpa, mas eu não sou seu amor à primeira vista. é preciso mais de um encontro pra você se apaixonar, pra arrear seus quatro pneus. pode ser que não seja no segundo, nem no terceiro, mas se você tiver paciência, vai ser. é que eu deixo minha essência pra depois. é que eu não consigo ser tão espetacular assim à primeira vista. no primeiro encontro. no primeiro beijo na boca. não sei como fazer alguém querer me ligar logo depois de ter me conhecido. é por isso que as pessoas não ficam. elas querem fogos de artificio no primeiro entrelaçar das mãos. coração batendo forte. pernas que tremem. e eu não desperto isso em ninguém assim tão rápido. sabe aquele cara incrível que no primeiro encontro parecia sem graça, mas que depois virou o amor da sua vida? ele sou eu.

sábado, 6 de agosto de 2016

eu jogo a toalha.

lá vem o amor cheio das suas regras. cheio das suas frescuras de sempre. planta dúvidas na nossa cabeça. deixa a gente sem dormir. sem se alimentar direito. a gente não sabe se liga, se manda mensagem, se grita na frente do portão da casa dele. a gente não sabe se é mais propício recuar, deixar um pé atrás, pra não desequilibrar, pra não correr o risco de cair (mais uma vez). ou será que é mais pertinente ir lá, falar tudo o que sente, e seja o que Deus quiser? eu jogo a toalha. desisto. não vou esperar o juiz dizer que acabou. não vai ter prorrogação. eu vou sair no meio da partida, e ponto final. me cansa todo esse pisar em ovos. todo esse tutorial do que não fazer para espantar a pessoa que queremos manter por perto. aí a gente pensa. pensa. pensa. e toma sempre a decisão errada. se abre a boca, é cedo demais. se aguarda um pouco, a ausência causa uma ruptura e adeus. então, garçom, enche meu copo de novo que eu decidi o que eu vou fazer em relação a isso: nada.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

o próximo vai ser diferente.


eu sei que o anterior não deu muito certo. você sofreu. e não foi pouco, né? ele te disse tanta coisa que não era de verdade. demonstrou sentir tanto amor que não tinha. você acreditava, sorria feito bobo, apaixonado por alguém que tampouco existia. agora que acabou, você não quer mais saber de romance. diz que é coisa de filme, que você feito pra qualquer coisa menos pra isso. deixa eu te dizer uma coisa? vai passar. é, parece clichê, mas passa sim, eu juro. talvez ele perceba um dia o que ele fez, talvez se arrependa, talvez tente até voltar a conversar com você. acho que segundas chances são uma boa pedida, mas não nesse caso. vive tua vida, e se por acaso seu celular tocar, não atende. você fez o que podia, se doou mais do que o necessário, vira essa página. tem alguém lá fora prestes a se esbarrar contigo. vai ser um amor tão calmo, e ao mesmo tempo cheio de desafios. vai te tirar sorrisos de graça. te passar uma segurança monstruosa. como se você estivesse sempre abraçado por alguém gigante, sabe? ele vai te levar pra jantar. jantares finos, simples, um churrasquinho num barzinho, um filme no domingo, uma volta no shopping. eu sei que você vai estar meio desacreditado, mas dá uma chance. se permita amar de novo. eu prometo: o próximo vai ser diferente.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

se eu soubesse que você viria.

Se eu soubesse que viria, teria mudado o arranjo de flores. Novas flores estariam enfeitando a sala. Eu tiraria os copos sujos com resto de nescau no fundo, a poeira dos móveis do quarto. Se eu soubesse, arrumaria a cama, ainda desarrumada de dias atrás. Ainda há roupa suja espalhada pelos cantos do quarto, objetos por todo lugar, fora de alinhamento. Eu: uma bagunça só. Cabelo desgrenhado, roupa amassada, um hálito nada agradável de quem acabou de acordar. Se eu soubesse, mas você não avisa. Abriu o portão, duas voltas com a chave na porta da sala, quinze passos até meu quarto e me pega assim: de qualquer jeito. Me pega assim de qualquer jeito pelos quatro cantos do quarto, por cima dos objetos desalinhados, das roupas sujas, quebrando os copos sujos de nescau. Depois, começa a espirrar. Alergia, poeira. Meus olhos lacrimejam de ver você espirrando. Eu choro. Não, é cisco no meu olho, digo. Cinco minutos depois ainda há lágrima escorrendo a face. Não há mais cisco nenhum. É dor que não aguentava mais ficar enclausurada no peito. Se eu soubesse, teria me preparado psicologicamente, emocionalmente. Mas você nunca avisa, sempre chega sem bater na porta, trazendo sentimentos de volta, aquele tipo de sentimento que eu tento desde pequeno deixar do lado de fora.